quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Missão de Assitência Técnica do FMI
avalia estágio  do Projecto  e -tributação

Texto de Liége Vitorino
Fotos de Ivan Gemuce


Momento da sessão conjunta do FMI e a gestão do Projecto e-Tributação 
No dia 18 do corrente mês, teve lugar na sede das instalações do Projecto e – Tributação, na Cidade de Maputo, uma sessão de trabalho entre a Missão de Assistência Técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre reformas estratégicas e o Projecto e – Tributação, com o intuito de se inteirar da expectativa que se espera desta aplicação informática e o seu actual estágio.

Trata-se de um trabalho técnico da missão do FMI que teve início no pretérito dia 12 e deverá terminar no dia 24 do corrente mês, mantendo encontros de direcção e com os gestores das diversas unidades orgânicas da Autoridade Tributária (AT) no sentido de aferir o pulsar real das acções ora realizadas co-financiadas pelo Fundo Comum. 

Gestor do Projecto e-Tributação, ao centro, Tomé Moiane, falando das espectativas deste Projecto âncora da AT 
Tomaram parte na referida sessão o Gestor do e – Tributação, Tomé Moiane, Coordenadores das áreas, nomeadamente do Negócio, Amorim Ambasse, do Suporte, Maria Helena dos Santos, da Interompibilidade, Samuel Gauane, da Formação, Silvia Muiambo, do Registo, Francisco Give, da Comunicação, Liége Vitorino, entre outros técnicos.

Especialistas do FMI durante a auscultação a Gestão do e-Tributação sobre a implementação do Projecto
Chefiou a Missão do FMI, Zayda Manatta, da Divisão da Administração Tributária, que se fazia acompanhar por quatro especialistas da área.
Prevê-se  que,  no final dos trabalhos levados a cabo pelos especialistas do FMI  será produzido um relatório com conhecimento da Presidente da AT, Amélia Nakhare e dos diferentes orgãos do Estado.  e - tributação 

Funcionários da AT capacitados
no módulo  de  receitas do Estado

Texto de Liége Vitorino
Fotos de Ivan Gemuce

Técnico do Suporte Funcional, Francisco Give, orientando a acção de capacitação
Doze funcionários oriundos da Autoridade Tributária (AT), concretamente do Gabinete do Controlo Interno e do Posto de Cobrança do Bairro do Jardim,  participaram numa acção de capacitação sobre os módulos de Registo do NUIT e-Tributacao e da Receita do Estado ( IVA e ISPC) que decorreu na sede das instalações do Projecto e – Tributação, na Cidade de Maputo.

O evento com a duração de cinco dias foi orientado por técnicos afectos ao e – Tributação, nomeadamente Maria Helena dos Santos, Hamilton Alojo, Francisco Give, Manuel de Sousa, Fernando Simões e Samanta Jorge.
Formandos durante o aprendizado do preenchimento correcto de formulários
Trata-se de um processo contínuo que visa munir os formandos das várias unidades orgânicas, em especial as de cobrança de conhecimentos sobre a plataforma e – tributação.

Durante a referida formação os participantes foram submetidos a transmissão teórica sobre o e – tributação, seguido do ambiente de treino por forma a familiarizarem-se com a prática de preenchimento de formulários e uso do aplicativo informático.

Técnicos do Controle Interno durante a capacitação que teve lugar no e-Tributação
A propósito, o técnico da área de Formação no Projecto e – Tributação, Domingos Pulseira, afirmou que, doravante, mais técnicos poderão ser abrangidos em acções do género, com a finalidade de dotá-los de conhecimentos sólidos sobre o manuseio da nova ferramenta e – tributação.

À medida que se desenvolvem os módulos do registo das receitas do Estado, nomeadamente IVA e ISPC são capacitados os funcionários por forma que até 2020 estejam alinhados com a plataforma”, enfatizou Pulseira.

Em primeiro plano a técnica do Controle Interno, Madalena Monteiro, preenchendo o modelo 015 (declaração de registo ou alterações de dados de NUIT de pessoa singular)
Pretende-se que, o e – Tributação seja um sistema integrado que agregue todas as ferramentas atinentes ao pagamento via banco, pois o objectivo é que a plataforma e-declaração possa incrementar o fluxo da receita porquanto é um sistema moderno e eficaz na captação da receita. e - tributação  

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

e-Tributação em Workshop Técnico e Funcional 
com vista a Optimização do Sistema


Texto e Imagem de Ivan Gemuce


Momento de apresentação dos requisitos técnicos e funcionais por parte do Consórcio

Com vista a garantir o sucesso Entrega 1 após o desenvolvimento dos requisitos, no âmbito “workshop” das actividades de descoberta de conhecimento por parte do novo implementador do sistema e-Tributação, o consórcio Nova Base – Intrasoft International, decorreu de 03 a 13 de Julhodo ano em curso o segundo workshop, este por sua vez com o objectivo de demonstrar e partilhar as soluções funcionais e técnicas a serem implementadas no sistema e-Tributação.

Uma vez que o “workshop” pressupunha a discussão, aprofundamento e clarificações dos aspectos ora citados a serem implementados no sistema de colecta e gestão de impostos da Autoridade Tributária – AT e-Tributação, estabelecendo-se os desafios que decorem da mesma, o evento contou com a presença de equipas multifuncionais, desde técnicos das Direcções das Áreas Fiscais - DAFs, representantes dos bancos comerciais - BCOs, técnicos do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação e Finanças do Estado – CEDSIF (ligados aoProjecto e-Tributação e do Sistema de Administração Financeira do Estado – e-SISTAFE), técnicos das áreas centrais da AT, parte técnica do Projecto e-Tributação e, representantes do consórcio, este último desenvolvedor das soluções.

Troca de impressões sobre as melhores abordagens para o incrimento do sistema, da direita para esquerda, Fernando Coloça Coordenador da Unidade de Coordenação de Projectos de Modernização, Tomé Moiane Gestor do projecto e-Tributação, Hermes Guluve Gestor do Projecto na área de TICs no CEDSIF, Amorim Ambasse membro da equipa de Negócio do Projecto. 

Ao questionarmos o gestor do projecto e-Tributação, Tomé Moiane, sobre o método utilizado para determinar os participantes, este por sua vez respondeu que os visados foram escolhidos tendo em conta três grupos.

“O primeiro grupo pertence aos especialistas do negócio da AT, o segundo grupo corresponde aos especialistas em desenvolvimento de Sistemas, e por fim os diferentes “stakeholders”, sendo neste que se enquadram os BCOs. Os diferentes grupos visados foram convocados com o objectivo de tornar o debate mais abrangente, de forma a termos um produto que vai de encontro com expectativas dos nossos utilizadores finais” respondeu o Gestor do Projecto, acrescentando que “o objectivo do presente “workshop” é de fazer um alinhamento entre aquilo que foi o “workshop” das actividades de descoberta de conhecimento dos requisitos e as soluções que vão ser implementadas ao nível da entrega 1. Por uma questão de boas práticas o Consórcio trás aquelas que foram as abordagens obtidas ao nível do “workshop” e vem fazer uma demonstração preliminar, a fim de ver se estamos a trabalhar todos no mesmo caminho, e se o desenvolvimento em curso das melhorias está ou não a ir de acordo com aquilo que se pretende.”

Numa perspectiva de geração de ideias e soluções em volta dos aspectos técnicos e funcionais, quanto ao escopo de negócio os pontos específicos que foram discutidos podem ser sintetizados em quatro chaves principais.
  •  Melhoria em relação da pesquisa, actualização e atribuição do NUIT; 
  • Integração entre o e-Tributação e os canais bancários, na perspectiva do pagamento via banco;
  • Integração do e-Tributação com o e-SISTAFE, de modo aqui o Modelo 51 passe a ser automaticamente recolhido pelo e-SISTAFE a partir do e-Tributação;
  • Reembolso, anexo de documentos de suporte da análise do processo no sistema;
  • Melhoria da Interface do recebedor, através da implementação da Janela do Recebedor.

Quanto ao primeiro ponto, a nossa reportagem apurou que no âmbito da entrega 1 existirá o formulário online, de forma que algumas entidades, quando devidamente autorizados pela AT, através da Direcção Geral dos Impostos - DGI, possam fazer a atribuição de NUITs directamente neste formulário, contrariamente ao que acontece actualmente, em que os BCOs enviam um ficheiro em formato Excel para AT, e esta por sua vez faz a geração e atribuição de NUITs enviando de seguida de volta. “Isto significa que as instituições que tiverem um memorando de entendimento com a AT, como o caso dos BCOs, vão poder visualizar e atribuir o NUIT na hora, sem esperar por um ficheiro que pode levar horas ou dias” clarificou o gestor.

Debate de geração de ideias
 Ao questionarmos sobre as vantagens da integração entre o e-Tributação e e-SISTAFE Tomé Moiane, disse que o Estado vai poder ter a informação classificada da receita a tempo e hora. Pois “actualmente o processo é manual, tudo aquilo que é cobrado é canalizado para o tesouro no momento posterior, sendo este que faz a gestão da conta única do tesouro – CUT. A partir do momento em que conectamos o e-Tributação com o e-SISTAFE, se estabelece uma interoperabilidade que permite melhor gestão das finanças públicas, passando a ser possível que a Direcção Nacional do Tesouro saiba o que o Estado encaixou para os cofres e a que aspecto de receita diz respeito, uma vez que a informação da cobrança já vem classificada. A partir do momento em que o dinheiro entra na conta única do tesouro já fica disponível para o tesouro possa fazer a gestão”.

Ao questionarmos Custodio Mucavele, Recebedor da DAF da Matola, sobre as vantagens da nova janela do recebedor, afirmou que o ambiente virtual de trabalho com o qual os recebedores irão interagir para efectuar a cobrança na unidade será mais interactiva. “Através dela faremos menos esforço e sem necessidades de memorização, o que vai optimizar o processo, reduzindo possibilidades de erro e tempo, é uma mais-valia”.

Sendo a integração do e-Tributação um assunto levado a cabo, Raimundo Chongo, da equipa do processo de pagamento via banco ao nível do Projecto, explicou que ao seu ver o workshop foi produtivo, “Na verdade o levantamento de requisitos é um processo, no entanto, percebi que muitos dos requisitos levantados no primeiro workshop foram apresentados neste segundo workshop. O bom é que a equipa do Consórcio esteve aberta para discuti-los, é verdade que um e outro eles referiram que iam analisar e depois responder, mas no todo foram bem receptíveis.”

Raimundo Chongo, menbro da equipa de pagamento via banco
Neste momento dois BCOs participaram do workshop e irão participar do piloto da integração com e-Tributação, o BCI e o ABC, sendo que a apreciação deles, segundo Raimundo Chongo, foi positiva, “uma vez que já tem pagamento via banco através da plataforma e-Declaração, percebem que a integração com o e-Tributação vai ser de esforço reduzido, pois vivenciaram connosco a experiência do processo”. – e-Tributação

terça-feira, 12 de junho de 2018

Gestão de Mudança – Missão 2



Equipe de Gestão de Mudança do Projecto e-Tributação – Da esquerda para a direita: Neyma Tamimo (Serviços de Modernização ao Contribuinte); João Pio (Consórcio - Novabase); Silvia Muiambo (Formação); Sérgio Nhancolo (CEDSIF); Maria Helena dos Santos (Suporte Funcional e Operações); Liége Vitorino (Comunicação e Imagem); Teresa Santos (Consórcio - Novabase); Tomé Moiane (Gestor de Projecto AT); Ivan Gemuce (Comunicação e Imagem)
Decorreu entre 10 e 16 de Maio a Missão 2 da componente de Gestão da Mudança no âmbito do projecto e – Tributação.A equipa esteve a analisar a Matriz EDOR, que agrupa as Expectativas, Dúvidas, Optimismos e Receios recolhidos nas entrevistas de empatia realizadas na Missão 1. Com base nesta Matriz fez-se a caracterização das várias Personas, que correspondem aos principais perfis impactados pelo projecto. Foram definidos os cenários de utilização da solução mais utilizados por estes perfis, com base no âmbito da Entrega 1. Para isso, contámos com a colaboração de vários representantes destes perfis, que nos ajudaram a validar o trabalho realizado e que acrescentaram novos contributos. Este trabalho serviu de base aos Workshops de geração de ideias, suportados numa metodologia de Design Thinking, para definir as acções para os Planos de Comunicação e de Formação mais adequadas às necessidades das Personas caracterizadas.

Momento do workshop de geração de ideias
Nestes workshops, que se caracterizaram por um forte dinamismo, cada participante tinha um bloco, onde deveria escrever sugestões para as acções de Comunicação e de Formação, em fases específicas do projecto, distribuindo-as pelo Poster da Matriz ADKAR (Fases: Awareness, Desire, Knowledge, Ability e Reinforcement), exposto na sala de reuniões da sede do Projecto e - Tributação.

Post its com as ideias geradas sobre a matriz ADKAR
Fazendo um balanço global das iniciativas desenvolvidas na Missão 2, esta foi uma semana muito produtiva, em que toda a equipa esteve bastante empenhada. Há que salientar que é muito importante o envolvimento de todos, pois a mudança começa primeiro nas pessoas, sendo elas as principais “Embaixadoras” desta nova fase do eTributação e, consequentemente, serão também responsáveis pelo sucesso do projecto no seu todo.

Participantes do e-Tributação durante o fórum de geração de ideias

quinta-feira, 3 de maio de 2018


Projecto e-Tributação


lEVA a CABO A Gestão de Mudanças



Texto e Imagem de Ivan Gemuce



Parte da Equipa de Gestão de Mudança e Euipas Transversais. Da esquerda a direita, Alexandre Machava, CEDSIF, Neima Tamimo, Central de Atendimento, Ivan Gemuce, Gestão de Mudança - Projecto e-Tributação, Tomé Moiane, Gestor do Projecto e-Tributação, Júliu Luíz, Gestão de Mudança - Projecto e-Tributação, Teresa Santos, Gestão de Mudança - Consórcio, Maria Helena, Suporte Funcional, Sílvia xxx, Gestão de Mudança

No âmbito das actividades de desenvolvimento do e-Tributação e melhoria dos Módulos já implementados, decorreu de 16 à 20 de Abril de 2018, entrevistas de empatia com vista a inferência da satisfação dos utilizadores, bem como as expectativas dos gestores seniores e dos contribuintes em relação ao sistema e-Tributação.

Esta acção foi levada a cabo pela equipa de Gestão de Mudança do Projecto e-Tributação e enquadra-se nas metodologias de design thinking e design centrado no usuário – UX Design, que preconiza que qualquer optimização de processos quer sejam tecnológicos ou não deve estar centrado na pessoa, isto é, no utilizador, de forma a melhor se lograrem os objectivos do e-Tributação. Para tal foi levado a cabo pela equipa, um levantamento minucioso apurando os impactados pelo sistema, considerados alvos das entrevistas, resultando em 2 grandes grupos a referir:

Equipe de gestão de mudança reponsável  pelas
entrevistas de empatia, da esquerda a direita.
Teresa Santos, Consórcio, Tomé Moiane,
Gestor do Projecto e-Tributação, João Sanches,
Consórcio, Liege Vitorino, e-Tributação,
Ivan Gemuce, e-Tributação
Áreas Centrais - que correspondem as áreas estratégicas do processo de cobrança e gestão de impostos, equipas de suporte aos utilizadores, equipa de manutenção do ETPM (CDSIF) e contribuintes. Áreas Operacionais - correspondendo os directores das unidades de cobrança, recebedores, funcionários de cadastro e funcionários de registo de declarações de impostos.

Ao todo foram feitas 30 entrevistas, desde a Direcção Geral de Impostos, Direcção de Controlo de Cobrança e Benefícios Físcais, Unidade de Coordenação do Cadastro e ISPC, Direcção de Auditoria, Investigação e Inteligência / Direcção de Auditoria e Fiscalização Tributária, Gabinete do Controlo Interno, Direcção de Normação, Direcção de Contencioso Tributário, Unidade de Modernização, Equipa de Suporte aos Utilizadores, Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças – CEDSIF, Unidade de Grandes Contribuintes da Matola, Direcção da Área Fiscal -DAF do 2º Bairro, Posto de Cobrança do Xipamanine, DAF da Manhiça e Confederação das Associações Económicas de Moçambique - CTA, este último como parte representativa dos contribuintes.

Equipe de Gestão de Mudança numa secção de trabalho na DAF da Manhiça 

Importa referir que as entrevistas e os dados colhidos a serem analisados e sintetizados, foram e serão tratados de forma anónima, primeiro com vista a garantir que todos os visados expressassem o seu real estado de satisfação, anseios, bem como que opinassem de forma isenta e imparcial e, segundo para que os mesmos dados se apresentassem substanciais como forma de alimentar as fases subsequentes do processo da gestão de mudanças - o desenvolvimento dos planos de comunicação e formação que melhor se adequam aos diferentes impactados pelo sistema bem como stakeholders da Autoridade Tributária e, a definição das melhores soluções para optimizar a usabilidade do sistema. – e-Tributação

sexta-feira, 16 de março de 2018

PARA EXPANSÃO DO PAGAMENTO VIA BANCO
E-TRIBUTAÇÃO REÚNE COM A BANCA COMERCIAL

Texto de Ivan Gemuce
Fots de Arquivo

Aocentro, Tomé Moiane, Gestor do Projecto e-Tributação, ladeado a esquerda por Raimundo Chongo e a direita
Júlio  Luís Colete, ambos técnicos do Projecto e-Tributação

  
No âmbito da integração do sistema e-Tributação com os bancos e a expansão do Pagamento via banco – Pvb através da plataforma e-Declaração, o Projecto e-Tributação realizou reuniões de preparação com diferentes bancos comerciais da praça, com vista a estabelecer uma plataforma que permite melhor projecção dos resultados preconizados.

Dentre vários aspectos abordados, maior atenção foi para a avaliação do processo do pagamento via banco já em curso através do e-Declaração, perspectivas de disponibilidade de outros canais de pagamento para além da “boca de caixa” por parte da banca comercial e, integração com o ETPM. Participaram os bancos, ABC, BCI, BIM, Banco Mais, Moza Banco e EcoBank.

De referir que estas reuniões se enquadram num contexto de revitalização do processo de Pvb após ultrapassado o constrangimento técnico que se verificou no Projecto, o que culminou com um novo plano de implementação, o que justifica a partilha do mesmo com os parceiros do e-Tributação como forma de permitir com maior antecedência, a melhor alocação dos recursos de forma a corresponderem com os requisitos do plano do projecto. 


Equipe do Projecto e-Tributação

Segundo Tomé Moiane, gestor do Projecto e-Tributação, havia necessidade de clarificar aos bancos comerciais que todo investimento feito ao nível da plataforma e-Declaração continuará a ter retorno, pois o uso do e-Declaração está previsto até que todo o escopo do sistema e-Tributação esteja desenvolvido, testado e implementado, e a perspectiva é de 2021. 

"Por essa razão foram incrementados outros impostos na plataforma e-Declaração sem nenhum impacto ou custo adicional aos bancos comerciais. Clarificamos a dicotomia entre a plataforma e-Declaração e o e-Tributação que está sendo desenvolvido a partir da plataforma ETPM (Enterprise Taxation and Police Management), elucidando a banca comercial o universo de contribuintes e o seu nível de receita envolvido para que tivessem uma real dimensão do retorno do investimento em infra-estrutura e comunicação que eles fazem associado ao projecto, sendo que a partilha dessas informações pode influenciar o seu grau de apetência para que adiram ao processo. Em suma os inserimos de forma que estivessem harmonizados com a calendarização do processo.", salientou.

Quanto a avaliação da plataforma e-Declaração já em curso, os bancos comerciais foram unânimes que são parte do processo, acrescentando que a partilha antecipada dos planos do desenvolvimento do e-Tributação através da plataforma ETPM é de extrema importância e se configura como uma mais-valia. Ao que refere-se a expansão e a disponibilização de outros canais de pagamento, o "internet bank" foi a opção de maior eleição, no entanto outras soluções como "mobile banking" e quiosques digitais também foram perspectivadas. e-Tributação 
Autoridade Tributária optimiza
processos no e-Tributação

- No âmbito da nova abordagem da implementação do projecto

Texto Liége Vitorino

Fotos Maria Helena dos Santos


Cerimónia formal do arranque das actividades da fase da entrega 1 do Projecto e-Tributação

No dia 15 de Fevereiro do corrente ano, teve lugar a cerimónia formal do arranque das actividades da fase da entrega 1 do Projecto e-Tributação após a conclusão da fase do “Assessment”, que consistiu num diagnóstico efectuado pelo Consórcio Nova Base e INTRASOFT, que visa adequar a plenitude desta plataforma electrónica numa acção que se circunscreve no quadro da modernização dos serviços do contribuinte.

O referido processo será faseado em três entregas que terão a duração de aproximadamente três anos. 

O evento decorreu na sala de reuniões do e-Tributação, e foi orientado pelo Director Geral Adjunto de Impostos, Domingos Muconto, em representação da AT. Representou o Consórcio Nova Base, Sofia Nogueira e Silva, na qualidade de Directora Geral, que se fazia acompanhar pelo Gestor do Projecto, Pedro Bento e o Gestor de Sistemas Informáticos, Ayrton Cassamo. Enquanto, a INTRASOFT fez-se representar pelo Director Geral de Sistemas, George Agyridis e a Gestora do projecto Magdalini Bertsa.

Estiveram ainda presentes no acto o Director Geral Adjunto do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação e Finanças - CEDSIF, Jacinto Muchine, o Director da DTIC na AT, Davário Muthuque, o Director de Sistemas no CEDSIF, João José Marengue, o Gestor do Projecto e-Tributação, Tomé Moiane, o Gestor do Projecto de TICs no CEDSIF, Hermes Guluve, e as respectivas equipas técnicas ligadas ao projecto. 


Gestor do Consórcio,  Pedro Bento,
durante a apresentação das fases do Projecto
É de salientar que, em finais do ano passado decorreu a fase denominada “assessment” executada pelo consórcio envolvendo a equipa do e – tributação da AT e do CEDSIF, que consistiu em sessões de cariz técnico, com o intuito de identificar a real situação do projecto e as melhorias a serem realizadas nos módulos ora implementados, para além de actualização dos módulos ora falta a serem desenvolvidos, o que culminou com a nova calendarização do projecto.

Segundo apuramos, a fase do desenho que consiste na preparação está em curso, e vai incorporar alguns “workshops” funcionais. Posteriormente, seguir-se-à a fase de implementação e a fase de testes. Referindo-se a fase de entrega1 que norteia este arranque, Pedro Bento em representação do consórcio, afiançou que, o trabalho cingir – se - à na implementação das melhorias ao nível dos módulos do registo do contribuinte, do IVA/ISPC e dos Processos Comuns já implementados, para além das integrações com os bancos e o e-SISTAFE, a migração de dados nas unidades de cobrança, numa primeira instância para Unidade dos Grandes Contribuintes - UGC e um Posto de Cobrança - PC piloto, com o intuito de estabilizar o que está a ser implementado durante o processo.

Pretende-se com este exercício, incrementar melhorias no módulo do cadastro dos contribuintes dentro de um universo controlado de utilizadores, o que irá permitir a flexibilização da solução para as restantes unidades de contribuintes, isto é, a todas as unidades de cobrança.
Explicou que, o primeiro foco após a implementação será fazer um piloto numa UGC e num Posto de Cobrança. Subsequentemente, depois da solução estar perfeitamente estabilizada e todos os processos definidos, a AT irá expandir o processo de “roll out” desta mesma solução para as restantes unidades de cobrança que estão previstas nesta fase da entrega 1. As restantes unidades de cobrança serão abrangidas no âmbito da entrega 2.

Estamos a falar de um volume substancial de dados que poderão estar a ser trabalhados em paralelo com a entrega 1 mas que só poderão ser definitivamente migrados no âmbito da entrega 2 ”, elucidou.

Factores críticos de sucesso

Num outro desenvolvimento, Pedro Bento fez saber que existem seis factores críticos de sucesso, que o consórcio considerou de extrema relevância para o contexto deste projecto, e em particular desta entrega 1.

Para além daquilo que vai ser o nosso trabalho, é importante que todos estejamos presentes e possamos fazer parte da solução, pois caso contrário os mesmos poderão comprometer ou empatar a solução e o projecto como um todo”, advertiu.

Descreveu como primeiro tema o da “perfomance” que foi amplamente abordado e discutido durante a fase de “assessment” e que hoje compromete muito aquilo que é a experiência na utilização de sistema. “Podemos continuar a fazer tudo que foi descrito aqui mas se em paralelo não conseguirmos resolver o problema da performance identificada, continuaremos a ter muita dificuldade em ter uma boa solução e uma boa utilização do e-Tributação a nível das unidades de Cobrança”, sublinhou.

Frisou que, é muito importante que o problema de comunicações que foi diagnosticado na fase do “assessment”, seja resolvido nos próximos cinco a seis meses ou pelo menos muito melhorados para que o problema da “performance” não venha a comprometer a fase de aceitação da nova versão do e-Tributação. 

O outro aspecto fulcral tem a ver com o trabalho das equipas externas, como sejam a integração dos bancos e com o sistema e-SISTAFE, para o caso do CEDSIF, entidades que não fazem parte directamente do Projecto, para além de outras entidades responsáveis pelos leitores de cheque que vão integrar o e-Tributação.

Na óptica de Pedro Bento, é deveras importante ter essas equipas comprometidas com o projecto, conhecedoras do calendário e dos objectivos do projecto, e com capacidade para responder dentro dos “timings”, isto é, tempo do projecto.



Observou que, o projecto tem um timing de implementação e um timing de testes e é importante que essas equipas possam cumprir. Pois, em caso de incumprimento estarão a empatar os timings do projecto e a condicionar a evolução do mesmo.

Considerou ser importante que tais equipas estejam envolvidas desde já e que se garanta o devido acompanhamento das mesmas. Caberá a AT e ao CEDSIF o alinhamento e garantia segundo a prioridade do trabalho das equipas, para que de facto estejam comprometidas e possam fazer as entregas dentro dos “timings” que foram definidos.

Disse ser imperioso que se tenha consciência que vai haver de alguma forma uma equipa conjunta da AT e do CEDSIF que vai trabalhar em paralelo e que a mesma tem que ter foco e disponibilidade para fazer o seu trabalho dentro dos “timings” do projecto.    


Na imagem, membros de direcção do consórcio Nova Base / Intrasoft,
na sessão do arranque das actividades do projecto  

Segundo o orador, o momento em que o consórcio decidir pôr o sistema em produção toda a equipa terá que encontrar a melhor forma, adoptando a melhor estratégia de corte, que consiste em descontinuar gradualmente o Sistema Interno de Cobrança de Receita - SICR à medida que se for implementar as melhorias e novos módulos no e-Tributação, mas uma estratégia acima de tudo que não permita continuar a utilizar-se os dois sistemas simultaneamente para os mesmos contextos.

Nas UGCs seleccionadas, no momento em que nós migrarmos os dados do SICR para e-Tributação não se deve continuar a utilizar o sistema SICR, para actualizar dados de contribuintes, principalmente para registar declarações de IVA e no caso das outras unidades de cobrança para registar declarações de IVA e ISPC”, esclareceu.

No momento da entrada do e-Tributação temos que ter já a estratégia de corte, o que permitirá gradualmente descontinuar o SICR. Caso contrário, continuaremos a perpetuar o desalinhamento dos dados e a própria fiabilidade da informação, nos dois sistemas, com uma informação que não está sincronizada e obviamente fazendo que o projecto não dê os resultados almejados. 

Em termos de calendarização das actividades, o consórcio continuará a trabalhar sendo imperioso que a AT garanta a realização dos “roll outs”, nas restantes unidades de cobrança previstas dentro da entrega 1, por um lado. Por outro lado, outro factor importante são as pessoas, e este projecto apesar de ser de extrema importância é feito para as pessoas, e é fundamental que se consiga envolvê-las na passagem de conhecimento, pois no final do dia elas terão que adquirir conhecimento e trabalhar com o e-Tributação, que é o produto final. e - Tributação